sábado, 26 de abril de 2025

POETA DOS PALMARES É POSTUMAMENTE HOMENAGEADO EM NOITE DE REUNIÃO DA ACADEMIA PALMARRENSE DE LETRAS!

 

POETA DOS PALMARES É POSTUMAMENTE HOMENAGEADO EM NOITE DE REUNIÃO DA ACADEMIA PALMARRENSE DE LETRAS! 


A Academia Palmarense de Letras, em sua noite de reunião com os acadêmicos (25/4), dedicou esse momento para prestar sua homenagem ao Poeta que muito fez pela Cultura das Letras e do Teatro na Mata Sul pernambucana, no estado e no Nordeste, deixando para a posteridade e, consequentemente, para seus filhos, um legado de Cultura e de Grandeza!


Abertura da nossa reunião pelo Poeta Jamilson Sales

Esse Poeta foi fundador e presidente da Fundação Casa da Cultura Hermílo Borba Filho – FCCHBF, nos mandatos dos prefeitos Luiz Portela de carvalho e de Francisco de Assis Rodrigues. O Poeta articulou todo o processo de criação e fundação dessa Casa de Cultura, tendo recebido o aval do então Prefeito Portela, tornando-se assim, o primeiro Presidente daquele espaço cultural.


Visão geral do público

Com essa iniciativa e estando à frente da Casa da Cultura, fez jus ao cargo abrindo as portas para os artistas da nossa cidade. Sob sua gestão, fundou o TREM – Teatro Regional dos Estudantes da Mata Sul, cujo os atores eram selecionados por intermédio de Concurso de Teatro, para participarem do Grupo. Esse Grupo, encabeçado por Ângelo Meyer (diretor Cultural), montou vários espetáculos que foram apresentados no palco do Teatro Cinema Apolo, equipamento cultural pertencente à Fundação, bem como em várias cidades da Região Mata Sul, além da capital pernambucana.


Poeta postumanente homenageado, Juareiz Correya

Estamos nos referindo ao nobilíssimo Poeta palmarense, Juareiz Correya que, com sua capacidade de articulação artística, durante os seus mandatos de Presidente da FCCHBF, engrandeceu, na teoria e na prática, o nome dos Palmares.


O Presidente da APLE 

Propagou nossos poetas e escritores por todo país. Nomes como Manoel Bemtivi, Ascenso Ferreira (nosso poeta maior) e Hermílo Borba Filho (teatrólogo), ambos filhos da terra, foram a tônica de suas ações em prol da divulgação da Cultura palmarense. Na verdade, Juareiz foi o nosso maior nome na questão de apresentar ao mundo nosso legado cultural.



O acadêmico Professor Duran

Juareiz Correya foi um homem plural na sua cabeça de poeta coletivo. De certa forma, ao invés de dar ênfase à sua obra poética pessoal, preferiu a divulgação da arte dos seus conterrâneos já citados aqui. Sua capacidade de se desdobrar em prol da arte palmarense é que o defere dentre os demais.


A nossa Matriarca Poeta e Professora acadêmica Socorro Duran y Duran

Juareiz pensou mais nos outros que em si mesmo, na perspectiva de mostrar ao nosso estado, a cultura dos palmarenses, cidade que mais amou e mais se dedicou. Palmares deve muito ao nome e à memória desse grande filho que, por longos anos foi deixado de lado pelos poderes políticos que sucederam Portela e Chiquinho. Juareiz merecia muito ser prestigiado por todos os sucessores do poder executivo desta cidade.


A acadêmica Poeta e Professora Eliete Carvalho

Diante de tudo isso, podemos afirmar que Juareiz Correya está eternizado pelo legado do homem que foi, um bom e dedicado filho para sua terra natal, para sua cultura e, no sentido pleno da palavra – para sua memória!

Estiveram presentes nessa reunião, além do Presidente da APLE, Vilmar Carvalho, demais acadêmicos e público em geral, o Poeta José Terra, que de forma muito emotiva, falou sobre seu pai - Juareiz Correya. Também estavam lá o Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, André Castro, o Presidente do SIMSEMPAL, Lúcio Passos, a Presidente do Grupo Cultural dos Palmares – GRUCALP, Mirian Rorigues, que juntamente com seus atores, apresentaram um esquete enfatizando o processo da criação da FCCHBF, o teatrólogo Gilvan Mota, os estudantes da Escola Fernando Augusto Pinto Ribeiro, os repórteres Serginho Raízes - da TV Raízes, o youtuber Alessandro Fabrício - do canal Gazeta de Palmares, além do Alberto Passos, repórter da Rádio Cidade FM.


Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, André  Castro

Agora, todos nós, depois da partida de Juareiz Correya para o Além Infinito, temos a responsabilidade de não deixar ser esquecido esse grande homem que muito fez por sua cidade. Mesmo sem poder politico, ele elevou o nome dos Palmares aos píncaros da Cultura e da Grandeza, como tão bem decantou Silva Jardim, nos versos do hino desta cidade.


Obrigado Juareiz Correya, pelo seu legado 

de poesia e de amor ao povo e 

à Terra dos Poetas!

________________________

Abaixo temos os registros fotográficos da Reunião Especial em homenagem a Juareiz Correya.


______________________

Para ampliar, basta clicar na imagem!




Teatrólogo Gilvan Mota e a Poeta Rute Costa

Os Acadêmicos Célio Queiroz, Marcos Meyer e a Poeta Eliete Carvalho

Participação do Poeta e Presidente da Academia de Letras de Garanhuns






Enquete apresentada sobre Juareiz Correya, representado pelo acadêmico Juarez Carlos e 
Dona Jessiva Sabino, representada pela atriz Mirian Rodrigues






Professora, Poeta e acadêmica Rute Costa




Poeta, Professor José Terra, filho do homenageado











O GRUCALP - Grupo Cultural dos Palmares

O Poeta José Terra ladeado pelos acadêmicos Tony Antunes e Socorro Duran




















quinta-feira, 6 de março de 2025

SALVE, SALVE A DATA MAGNA DE PERNAMBUCO

 

SALVE, SALVE A DATA MAGNA

DE PERNAMBUCO

Bandeira da Revolução Pernambucana


Pernambuco celebra hoje, quinta-feira (6), a Data Magna. O feriado estadual foi instituído com a promulgação da lei 16.059, no dia 9 de junho de 2017 e, desde então, garantiu um dia de folga a mais para as pessoas que moram e trabalham no estado. Mas você sabe o que ela significa?

Por definição, a Data Magna é uma data oficial fixada como feriado civil em norma estadual, conforme a lei federal 9.093, sancionada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em setembro de 1995. A partir de então, cada unidade da federação pôde aprovar sua própria data comemorativa.

Em Pernambuco, a data escolhida foi 6 de março, em alusão ao início da Revolução Pernambucana de 1817, quando a então Capitania decidiu romper os laços com Portugal, se declarando república independente. O “país - Pernambuco” durou apenas 74 dias, até ser duramente reprimido pelas tropas portuguesas.


Data Magna: como Pernambuco separou-se 

do Brasil e foi um país independente

por 74 dias


Em 1817, grupo de revoltosos expulsou o governador da época e tomou o poder, instituindo uma Lei Orgânica que garantia liberdade de expressão e de imprensa.

O feriado estadual remete ao início da Revolução Pernambucana de 1817, também conhecida como Revolução dos Padres devido à presença de religiosos entre os líderes do movimento. Inspirada nas ideias liberais da época, a rebelião ocorreu cinco anos antes da Independência do Brasil e foi fundamental para o clima político que pôs fim à colonização portuguesa.


Se aquela província do '‘Norte’' — como chamavam na época todas as províncias que ficavam ao norte da Bahia — conseguiu se livrar do domínio português, por que agora não podemos estender esse movimento para o Brasil inteiro? É como se a Revolução Pernambucana tivesse sido um teste [para a Independência do Brasil]”, disse o professor de história Ricardo Gomes.


O movimento armado eclodiu em 6 de março de 1817, quando o então governador da capitania de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, mandou prender um grupo de pessoas suspeitas de planejar uma conspiração.


Entre elas, estava o militar José de Barros Lima, o “Leão Coroado”, que desobedeceu à ordem de prisão e matou, com um golpe de espada, o brigadeiro Manoel Barbosa, que era o comandante dele. A partir disso, a rebelião ganhou força, e o governador Caetano Pinto fugiu para o Rio de Janeiro.

Os representantes das classes sociais que participaram do Levante Revolucionários foram:


  • Manoel Correia de Araújo (representante do setor agrário);

  • Domingos José Martins (representante do comércio);

  • Padre João Ribeiro (representante do clero da Igreja Católica);

  • José Luís de Mendonça (representante da magistratura);

  • Domingos Teotônio Jorge (representante das forças armadas)


Após assumir o governo no dia 7 de março, o grupo instituiu uma Lei Orgânica. Além da independência de Pernambuco, o documento estabeleceu liberdade de pensamento e imprensa e previa que as pessoas se tratassem como “patriotas”, sem distinções de classe.


Vitral no Palácio do Campo das Princesas, produzido pelo artista Henry Moser, retratando a Revolução Pernambucana de 1817, cujo início se tornou a Data Magna e feriado estadual. Foto: Melissa Fernandes/Folha de Pernambuco

Ficou estabelecido que, dali a um ano, quando a revolução estivesse vitoriosa, eles escreveriam a Constituição. [...] A Lei Orgânica não era uma constituição, mas era, com certeza, um '‘sonho de liberdade’' [em relação a Portugal], um rascunho do que Pernambuco queria caso levasse adiante seu projeto de independência”, explicou o professor Ricardo Gomes.


Apesar disso, o governo provisório não decretou o fim da escravização nem avançou no sentido de implantar uma reforma agrária.


O liberalismo aplicado na Revolução Pernambucana foi um liberalismo conservador. As pessoas estavam lutando contra o que elas chamavam de tirania, tomavam o exemplo dos Estados Unidos como o melhor modelo de federalismo e levavam a própria Revolução Francesa como exemplo. O problema é que, quando se falava em abolir a escravização, muitos proprietários de terra não queriam. E, quando se exemplificava que, no resto da América Latina, estavam questionando o latifúndio, muitos também não queriam acabar com isso”, disse o professor de história.

Enquanto esteve em vigor, a república pernambucana nomeou um embaixador, Cruz Cabugá. O representante diplomático do novo regime foi enviado aos Estados Unidos para tentar atrair o apoio dos estadunidenses à causa revolucionária, sem sucesso. Também foi confeccionada nessa época a bandeira de Pernambuco, que representa o estado até hoje.


O “país Pernambuco” acabou, oficialmente, em 20 de maio de 1817, depois que tropas enviadas pela Corte portuguesa a partir do Rio de Janeiro e da Bahia invadiram o território pernambucano e cercaram a cidade do Recife.


Como punição, o território de Pernambuco foi “desmembrado”, perdendo a Comarca do Rio de São Francisco, que, primeiro, foi transferida para Minas Gerais e depois passou para a Bahia. Alguns líderes do movimento foram presos e outros, incluindo o “Leão Coroado”, foram executados.


Referência - História da Cultura Pernambucana, CEPE, 2015


quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

RESULTADOS DAS AÇÕES NA ELEIÇÃO E APURAÇÃO DE VOTOS PARA A DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL DA ACADEMIA PALMARENSE DE LETRAS MANDATO 2024/2026

Foto: Tony Antunes, Dir. de Publicidade

RESULTADOS DAS AÇÕES NA ELEIÇÃO E APURAÇÃO DE VOTOS PARA A DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL DA ACADEMIA PALMARENSE DE LETRAS MANDATO 2024/2026


Ao nono dia do mês de novembro do ano de dois mil e vinte quatro, as 8horas, na Sede da APLE - Academia Palmarense de Letras, ocorreu a votação para a escolha da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal para gestão 2024/2026, sob a coordenação da Comissão Eleitoral, que iniciou a coleta de votos, nos termos do Edital, devidamente publicado, tendo a votação ocorrido em forma presencial por meio de cédula eleitoral depositada em urna, e on-line por meio de googleforms, sob a fiscalização dos fiscais, Matriarca Sra. Maria do Socorro Barros Durán y Durán e o Confrade Dr. Luciano França.


O encerramento dos trabalhos de escrutínio da votação ocorreu em Chapa Única, cujos representantes da DIRETORIA EXECUTIVA são:



Presidente

Vilmar Antônio Carvalho

Vice-presidente

Célio Ferreira de Queiroz

Secretário

Eduardo Silva de Menezes

Tesoureiro

José Ferreira Sales Filho (Pica-pau)

Bibliotecário

Janilson Sales da Silva Oliveira

Diretor de Publicidade

Gleidistone da Silva Antunes

Oradora

Maria da Conceição Ramos


Para o CONSELHO FISCAL:

1º Conselheiro Fiscal

José Durán y Durán

2º Conselheiro Fiscal

Marcos Meyer

3º Conselheiro Fiscal

Avani Azevedo


O RESULTADO ELEITORAL FOI O SEGUINTE


Votos presenciais, 17 SIM.

Nenhum nulo e nenhuma abstenção.

Votos on-line 11 SIM.

Nenhum nulo e nenhuma abstenção.

Total de votantes = 28 - que representando 74% dos membros associados à APLE.

Os ausentes somaram apenas um total de 28%.


Na listagem de votantes havia 38 Acadêmicos. Desse total, 10 (dez), por motivo de força maior, deixaram de votar. E assim a votação encerrou-se às 16horas na mais tranquila paz, em que nosso lema se fez presente o tempo todo - Respeito, Amor e Harmonia!


A Comissão Eleitoral declarou encerado o escrutínio dos votos, proclamando eleita a Chapa “Tradição e Modernidade”, encabeçada pelo Nobre Confrade Vilmar Antônio Carvalho e os demais membros acima listados em seus devidos cargos.


Em seguida a Secretária da Comissão Eleitoral lavrou a ATA assinada pela Comissão Eleitoral e pelos fiscais.


Comissão Eleitoral:

Presidente da Comissão Eleitoral

Lenivaldo Marques da Silva Lima

Secretaria da Comissão Eleitoral

Rute Maria da Costa

Fiscal 1 da Comissão Eleitoral

Maria do Socorro Barros y Durán

Fiscal 2 da Comissão Eleitoral

Luciano de França Silva

IMAGENS


Vídeo da Escrutinação dos Votos

Comissão Eleitoral

Urna Oficial da APLE

Fiscal 1 da Comissão Eleitoral, Maria do Socorro Barros y Durán